Sindicato de motoristas e cobradores convoca assembleia para debater greve

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb Rio) estuda iniciar uma greve geral por tempo indeterminado no estado. Nesta quarta-feira, o grupo sindical encaminhou um ofício para a Secretaria municipal de Transportes no qual comunica sobre uma assembleia geral dos trabalhadores do setor na próxima segunda-feira, às 18h, na sede da entidade, no Centro, quando será debatida a greve. No encontro, outra situação que será discutida pelos profissionais diz respeito à dupla função, onde o motorista também exerce a atividade de cobrador dentro dos ônibus.

No documento, o presidente do Sintraturb Rio, Sebastião José, destaca a situação em que se encontram os empregados em empresas de transporte urbano de passageiros; a cobrança dos empresários do setor do cumprimento do acordo firmado em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em fevereiro — e que, segundo o sindicato, até agora não foi colocado em prática; o atraso no pagamento do dissídio coletivo de 2017 que está ajuizado no TRT; e a aprovação da pauta sobre o reajuste salarial de 2018.

Ainda de acordo com Sebastião, até agora não houve interesse por parte das empresas em resolver a situação do atraso no pagamento de salários e benefícios. Segundo o presidente do Sintraturb Rio, uma paralisação por tempo indeterminado da categoria parece ser inevitável, já que, entre outros motivos, a categoria está há mais de dois anos sem reajuste. Para ele, a situação está baseada “na falta de responsabilidade do Rio Ônibus com os trabalhadores e a população”.

— Temos um abaixo assinado com mais de 12.500 assinaturas de um total de cerca de 23 mil profissionais. Esperávamos resolver esse impasse na última audiência, mas infelizmente a falta de vontade dos representantes do setor é cada vez mais notória. Eles não estão preocupados com a categoria e nem com as consequências que isso pode trazer para a população, já que a insatisfação e descrédito dos motoristas e cobradores com o patronal e cada vez maior. Além disso, o número de empresas que estão fechando as portas e colocando milhares de pais de família na rua é assustador.

Fonte: O Extra