SEM ACORDO RODOVIÁRIOS MANTÉM GREVE GERAL PARA O DIA 31 DE DEZEMBRO

Não houve um acordo definido entre o Sindicato dos Motoristas eCobradores de Ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb Rio) erepresentantes das empresas de ônibus, durante a audiência realizadaontem no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que fosse colocadoem dia os pagamentos atrasados de salários, 13°, férias, INSS e cestasbásicas de motoristas e cobradores de ônibus.

Segundo Sebastião José,presidente do sindicato, ficou determinado pela justiça que as empresas que possuem dinheiro penhorado que não seja para pagamento de salário mensal dos trabalhadores, poderão apresentar os valores de penhora para que o TRT, baseado em cálculos e nas planilhas apresentadas pelo Sintraturb com os valores dos benefícios atrasados de cada empresa, libere o valor penhorado para pagamento dos atrasados.

Mesmo com essa possibilidade, que não se sabe se será feita ou não pelas empresas e consórcios, a categoria continua em estado de greve e reafirma a paralisação geral no dia 31 de dezembro até o dia 2 de janeiro, quando será realizada nova assembleia para definir se continuarão parados por tempo indeterminado.

 De acordo com o presidente, os profissionais vivem hoje uma verdadeira calamidade, já que há 17 meses estão sem reajuste salarial e apreensivos com a perda de mais de cinco mil postos de empregos. Ele disse ainda que para piorar a situação, esse mês cerca de 600 ônibus serão retirados de circulação por já estarem velhos e sem uso, o que irá proporcionar a perda de mais de 1200 postos de trabalho, que com certeza trará um dezembro negro para a categoria.

“Essa possível liberação de valores que estão em penhora não nos dá nenhuma garantia. Para se ter uma idéia, hoje o consórcio INTERNORTE possui penhorado um valor de  R$ 3.272.716,45 e uma dívida com atrasados que chega há mais de R$ 2 milhões em 13° salário,férias, vale alimentação e demais benefícios. Qual a certeza que esse valor será pago antes do fim de ano? Na verdade a categoria já esta cansada de tantas promessas que não foram cumpridas. Essa briga entre o executivo municipal, Fetranspor e Judiciário, quem acaba sofrendo as consequências são os motoristas e cobradores. Não queremos prejudicara população, mas também não podemos mais aceitar como cordeiros esse sistema de escravidão que as empresas vem nos impondo há muito tempo”, disse.

Fonte: Jb

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