Rodoviários do Rio decidem dar trégua de 24 horas na paralisação e voltam ao trabalho nesta terça

Sindicato de motoristas e cobradores, no entanto, volta a se reunir após o período para decidir sobre rumos da greve. Categoria quer que o prefeito regulamente o fim da dupla função.

 

Rodoviários do Rio decidiram em assembleia uma trégua de 24 horas na greve e voltam ao trabalho terça-feira (12). A categoria, a princípio, aceitou proposta de aumento salarial de 7%, mas ainda querem que o prefeito Marcelo Crivella, que já sancionou a que acaba com a dupla função, regulamente essa lei.

A categoria voltará a se reunir após as 24 horas de trégua para definir os rumos do movimento. Os rodoviários fizeram na tarde desta segunda-feira (11) assembleia no Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio (Sintraturb) para debater proposta formulada em uma reunião de quatro horas com representantes das empresas de ônibus nesta segunda-feira (11), além de representantes da Prefeitura do Rio.

Após a reunião, o prefeito Marcelo Crivella disse que foi apresentada no encontro uma proposta de aumento um reajuste de 7% no salário e 50% na cesta básica, que passaria de R$ 200, para R$ 300, que será levada aos grevistas em assembleia. E uma nova reunião será realizada na prefeitura no fim da tarde desta segunda-feira. A assembleia do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus está marcada para 16h.

A greve dos rodoviários deflagrada na madrugada desta segunda-feira (11) atinge toda a cidade do Rio, prejudicando a circulação de linhas convencionais e dos corredores do BRT. No rush da manhã, muitos pontos em todas as regiões do Rio estavam superlotados, e alguns coletivos foram depredados por grevistas. Também havia piquetes nas portas das viações.

Pela manhã, Sebastião José, presidente do Sintraturb Rio, disse que a expectativa era que os motoristas aumentassem, gradativamente, o número de ônibus parados até atingir o percentual de 70%.

“A gente está fazendo o possível para que a população não seja tão afetada, então esse movimento começa gradativamente. Começa uma paralisação por empresa, até atingir os 70%. Nós vamos cumprir a lei de greve que determina, no caso de serviços essenciais, que é o nosso caso, tem que rodar, pelo menos, 30%”, afirmou Sebastião.

Fonte: G1