1° VITÓRIA DA CATEGORIA, APÓS ATO REALIZADO NA FRENTE DA PREFEITURA NO DIA 28/07, CATEGORIA UNIDA CONSEGUE A PRIMEIRA VITÓRIA SOBRE O CANCELAMENTO DAS MULTAS INDEVIDAS AOS TRABALHADORES QUE OPERAM O BRT.

Multas a motoristas de BRT por avanço de sinal serão canceladas

Pelo menos 4 mil multas aplicadas a motoristas do BRT por avanço de sinal serão canceladas por decisão do vice-prefeito e secretário municipal de Transportes, Fernando Mac Dowell, informou a pasta. Essa é uma reivindicação dos profissionais. De acordo com eles, as punições são injustas porque não eles não têm como parar um veículo do BRT, com 37 metros de comprimento, quando o sinal fica amarelo antes de passar para vermelho. Essas 4 mil multas foram suspensas em novembro do ano passado, voltaram a ser cobradas e agora serão canceladas.

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— Se frear, a gente causa um acidente — explica Sebastião José da Silva, presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio (Sintraturb): — Mas a gente não queria anistia, quer é mais segurança para a gente e para os passageiros. Por isso, ainda é fundamental a instalação dos temporizadores.

A Secretaria municipal de Transportes (SMTR) informou que está em andamento um estudo técnico para estabelecer um tempo do sinal amarelo que seja compatível com o tamanho e a velocidade do BRT. O secretário também anunciou que está aberto para receber representantes do Sintraturb. Na sexta-feira, os motoristas de BRT fizeram ato na frente da Prefeitura do Rio e foram recebidos por representante do prefeito Marcelo Crivella.

Negociação desde 2016

A CET-Rio e a SMTR não explicaram se os radares deixaram de operar no corredor BRT até que o novo tempo seja estabelecido ou se continuam multando — já que antigas punições foram canceladas.

O cancelamento dessas multas está sendo negociado desde o ano passado. Em novembro de 2016, o então secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, suspendeu por 180 dias todas as multas aplicadas aos motoristas de BRT por avanço de sinal até que uma auditoria fosse realizada, para verificar se de fato elas estavam sendo aplicadas quando o veículo já estava em movimento no momento em que o sinal mudava de amarelo para vermelho.

Os condutores voltaram a se queixar porque, em março deste ano, as punições começaram a ser cobradas dos motoristas — o que motivou o protesto na última sexta..

— Os motoristas são obrigados pelas empresas a assinarem um documento que faz a multa ser descontada diretamente do salário — afirmou Sebastião José.

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Fonte: Extra