NOSSA
HISTÓRIA

 

Os trabalhadores rodoviários que prestam seus serviços nas empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro – atualmente 47 empresas - resolveram assumir em suas mãos no dia 5 de janeiro de 2009, calejadas pelo trabalho árduo que executam diariamente, o comando da representação sindical da categoria após anos a fio de marasmo, descompromisso e, podemos dizer desrespeito, da parte dos dirigentes do sindicato eclético localizado na Rua Maia Lacerda.

Citamos algumas medidas adotadas – são muitas - pelo Sindicato eclético da Maia Lacerda que foram fortemente prejudiciais aos trabalhadores em transporte urbano de passageiros do Município do Rio de Janeiro:

1) O Sindicato eclético negociou com o patronato, sem autorização da Assembléia, o aumento da jornada de trabalho de 6h40 para 7h00;

2) O Sindicato eclético, sem autorização da categoria, criou o famigerado banco de horas, ajudando os empresários a fugirem do pagamento das horas extras devida aos trabalhadores, através do mecanismo da compensação. Abusos não faltam!

3) O Sindicato eclético criou uma cláusula, já contestada pelo Ministério Publico, dizendo que os trabalhadores abrem mão do horário da refeição (almoço) garantido na CLT e, no artigo 7º da Constituição Federal. Todos os desmandos foram realizados sem o consentimento da categoria em Assembléia;

4) Incluíram cláusula na Convenção Coletiva que possibilita os empresários a redução dos salários dos motoristas de ônibus em 38%. Como se não bastasse, obriga o motorista a cobrança da passagem em dupla função, ou seja, o motorista dirige e cobra recebendo quase o salário do cobrador, nesse trânsito reconhecidamente caótico, sendo submetido a um estresse e esgotamento psicológico nunca visto, o novo escravo em pleno século XXI. Em conseqüência disso, houve uma demissão em massa dos cobradores violando a legislação, tudo isso mais uma vez, sem aprovação da categoria, pois na mesma convenção tem cláusula que garante o repasse de 1,5% da folha de pagamento doado pelos empresários ao Sindicato eclético.

Sintraturb-Rio surgiu pela vontade soberana da categoria

No dia 5 de janeiro de 2009 quando da realização da Assembléia (AGE) de fundação do SINTRATURB-RIO, a comissão organizadora já tinha em mãos um abaixo-assinado com 5.000 assinaturas de apoio a criação do novo sindicato. A Assembléia de fundação foi convocada através de publicação do edital em jornal de grande circulação e no Diário Oficial da União como exige a Portaria 186 do Ministério do Trabalho. Além disso, foram distribuídos 30.000 (trinta mil) panfletos de convocação em todas as quarenta e sete empresas de ônibus do município do Rio de Janeiro, nas garagens, terminais e nas ruas. A maior prova disso é que um pequeno grupo de membros do sindicato eclético foi até o prédio onde se realizou a AGE. Se não tivesse convocação ampla ninguém apareceria no local. Nenhum sindicato em toda a história do sindicalismo brasileiro teve esse grau de transparência e mobilização em seu processo de fundação. Dizemos mais, em sete meses de atuação, isto é, em final de agosto/09, o SINTRATURB-RIO acumulava o apoio em abaixo-assinado de 12.300 ( doze mil e trezentos ) assinaturas de trabalhadores em ônibus de sua base de representação. Já foram lançados sessenta mil exemplares do jornal do SINTRATURB-RIO, em seis edições. Outro fato que mostra a vontade manifesta da categoria de apoio ao novo sindicato é o fato dele em tão pouco tempo de vida, já ter angariado mais sócios contribuintes do que o sindicato eclético, na base dos trabalhadores de ônibus do Rio de Janeiro.

SINTRATURB-RIO NÃO FERE A UNICIDADE SINDICAL

A fundação do SINTRATURB-RIO foi realizada rigorosamente seguindo a Constituição Brasileira e a legislação pertinente. A existência do sindicato profissional do transporte urbano de passageiros é uma tendência do sindicalismo do setor que já se espalhou pelas principais e maiores cidades brasileiras, como São Paulo, Curitiba, Manaus, Porto Alegre, Recife, Caxias do Sul e Florianópolis. A legislação sindical permite o desmembramento de sindicatos cujas categorias demonstrem vontade de independência organizativa. Outro aspecto importante a ser considerado é que a legislação sindical brasileira contempla o princípio da simetria ou correspondência entre categoria profissional e econômica. O sindicato patronal do transporte urbano de passageiros do Rio de Janeiro existe há 68 anos. Só em 2009, a situação no transporte urbano de passageiros passa a ser simétrica com a criação do correspondente sindicato da categoria profissional.

Felizmente a categoria deu seu grito de BASTA! Quebramos os grilhões da escravidão e vamos com liberdade e independência recuperar melhores condições de vida e trabalho a partir de uma consciência mais coletiva e baseada na mobilização intensa dos trabalhadores nos ônibus da cidade do Rio de Janeiro.

José Carlos Sacramento de Santana (Zé Carlos)
Presidente

   

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